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Escrito por paulovereda às 09h24
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Só queria molhar os pés e mergulhei fundo demais. Pesadelo de afogamento num mar de mentira, num mar de mentira que sufoca de verdade. Fora de mim tudo passa em câmera lenta e... não sinto prazer ao degustar este momento. Observo o barulho, e só escuto o silêncio, na multidão me sinto sozinho...

E nesse nada, que só eu consigo enxergar, percebo o rodamoinho se formar e se agigantar... Me assusta saber exatamente onde estou e ainda assim me saber inteiramente perdido... Encontros e desencontros são ventos, os ventos que movem que os moinhos da perda.
Escrito por paulovereda às 11h54
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As últimas folhas soltas caíram numa noite que a lua nao apreceu. mas, para que serve o céu ter estrelas? Se elas não podem ver os teus olhos!É um altar sem velas numa igreja vazia, onde ninguém vai rezar. Meu peito é a areia que espera teus pés e quer as tuas pegadas. Dentro do meu peito saudade e culpa.O mar aqui apaga o nada... O sol voltou mas você foi embora ....
Escrito por paulovereda às 11h53
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A fantasia tinha de ser de anjo. Ou melhor, só as asas... e o primeiro que olhasse pensaria... "liberdade". Tudo bem, era isso, mas não só... era também, um pedido de socorro, era um pedido para ... ficar mais leve, era um pedido para que o céu escondesse durante alguns instantes suas lágrimas .... Queria sobretudo fingir bondade no meio dos anjos.....
Escrito por paulovereda às 11h52
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